segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Berlengas

Relembrei-me na semana passada que afinal não tinha nada que me impedia de ir às Berlengas: tinha um fim-de-semana, melhor companhia possível e até tinha meio de transporte... pronto, a conjuntura desejável. Não fazia a mínima ideia do que era o arquipélago das Berlengas e a única informação que tinha era o que tinha encontrado nos sites que irei indicar à frente e o relato de alguns amigos e conhecidos que lá tinham estado. Adorei, reservei viagem para o pessoal — 17€ para ser feliz é mesmo muito barato. Comidinha na mochila — ouvi dizer que a alimentação lá é cara e para um vegetariano deve ser ainda mais difícil do que já é no continente, ehehe. Entre o trilho das buzinas, o caminho para o forte e a água pura, perdi-me e até me imaginei um ano naquele forte a tomar conta daquilo. Quem diz que conhece Portugal mas nunca foi às Berlengas deve informar-se melhor pois, afinal de contas, não é só um monte de pedra com excremento de gaivota, mas é também uma reserva natural e património da humanidade.

 Forte de Peniche


 Ilhéus e vista das Buzinas, esplanada natural para o nosso almoço
 Forte das Berlengas (1666)




PR1 Calcedónia - PR11 Silhas do Urso - Albufeira de Vilarinho das Furnas - Pedras Brancas


Como o titulo indica a nossa caminhada consistiu num conjunto de 3 trilhos dentro do P.N.P.G. Começamos pelo PR1 mesmo ao lado do restaurante "Tosko"; com a alta temperatura da hora a que começamos, o fresco da sombra do início do trilho deu-nos as boas vindas e um presságio de um dia feliz. Esta mesma parte inicial coincide com a GR Geira que também aconselho a fazer. Uns cavalos à solta e felizes, umas cabras na sua rotina e a subida para a Calcedónia à nossa frente. As rochas da fenda da Calcedónia estavam um bocado húmidas o que me preocupou, mas tudo correu bem. Fomos mesmo quase ao máximo, prefiro não ir até ao marco geodésico acho arriscado.
Seguimos pela estrada da Junceda até à casa e aí mesmo começámos o PR11 também muito bonito.
A loucura começou mesmo quando decidimos atalhar até à albufeira de Vilarinho das Furnas, o que nos realmente ajudou foram os trilhos dos pastores e do gado. No final da louca descida encontrámos outro trilho (infelizmente não conheço o nome) e este levou-nos mesmo perto da água. Valeu a pena, vale sempre, essencialmente pelo fresco da água e pelos minutos de descanso num sitio tão bonito. Ao final do dia uma pequena caminhada até à nossa casinha nas Pedras Brancas. Para mais detalhes podem consultar o link da mini-aplicação Wikiloc.  

 Vista da Junceda
 

 Abrigo da Junceda



 Sinalização PR11


 Vista da Albufeira do PR11